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Ganho competitivo!

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A maior parte de nós nasceu, cresceu e vive mergulhado numa cultura capitalista. Digo a maior parte, pois podem existir aqueles que passaram pelos horrores vindos do outro lado da antiga “cortina de ferro” onde se experimentou uma frustrada tentativa de socialismo. Frustrada, pois houve menos um socialismo e mais uma disputa gananciosa pelo poder e retirou um grande poder de iniciativa própria da população que era então, bem ou mal assistida pelo governo e que após Glasnost ,   deixou um grande contingente de pessoas à míngua e criou por outro lado outro tanto de novos milionários que venderam muitos dos grandes segredos da guerra fria e que antes eram guardados a sete chaves. Uma vez fracassada a experiência socialista soviética e com sérias dificuldades em entender como socialista ou comunista uma China que cresce economicamente em altos índices nos resta entender o mundo como um lugar capitalista. Aliás, o capitalismo é tido por muitos, tão natural quanto “respirar ar”....

Onde tudo começou e onde queremos chegar!

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A época que precedeu a revolução industrial era orquestrada por duas grandes forças: A Igreja e a nobreza . As iniciativas de ordem privada ficavam restritas a uma agricultura de subsistência e a manufaturas fundamentalmente artesanais como a de ferreiros, alfaiates e pequenos produtores. Pequenas monarquias, na medida em que foram se organizando em Estados foram também promovendo uma liberalização de iniciativas privadas. O crescimento das descobertas científicas como a máquina a vapor fizeram surgir uma nova ordem de iniciativa: as indústrias . A disputa entre indústrias de estados concorrentes promoveu uma corrida por ganho de escala e barateamento dos custos de produção. Durante um bom tempo as indústrias formaram poderosas instituições, maiores e mais poderosas que muitos dos antigos reinos. Mesmo hoje ainda cumprem um papel de bastante destaque. Mas vale destacar que a iniciativa privada surge num momento bastante recente da história do homem e assumem um papel decisivo no...

Evolução das espécies?

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A teoria evolucionista de Darwin não chegou às terras tupiniquins sem antes passar por uma alquimia onde se quis de algum modo extrair sua quintessência prática . Um pragmatismo utilitarista transformou a regra de sobrevivência do mais adaptado em um simples: “ o mais forte vence! ”. Por conseguinte “ o mais fraco perde ”. Isso produz um matiz que leva nossos olhos a ver o mundo a partir de uma perspectiva dual: Se você não é predador é presa e o perigo não é apenas de morte, na teoria darwiniana o risco é de extinção da espécie! De fato, quando observamos a natureza mais bruta dos animais, por assim dizer, menos evoluídos , observamos até certo modo essa polaridade de presa e predador. Os comportamentos dos animais variam muito pouco em sua finalidade. Ou estão predando, ou fugindo de serem predados, descansando, se alimentando ou preservando a espécie, isto é acasalando... Se traçarmos um paralelo com o mundo corporativo, vemos muita gente “ lutando pela sobrevivência ”. Não que...

Apropriação indébita!

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Karl Marx no sec. XIX nos dava conta de uma apropriação feita pela classe dominante sobre o proletariado de horas de trabalho que seriam desnecessárias para sua melhor produção. Por exemplo, se um trabalhador levasse cerca de quatro horas para produzir 10 pares de sapato, o que já seria suficiente para pagar sua mão de obra, os custos fixos e variáveis de produção, bem como o lucro, ele, ainda assim, era obrigado a trabalhar outra seis ou sete horas adicionais pelo mesmo valor, isto é, os donos da produção se apropriavam , além do lucro, das demais horas do trabalhador. De um modo bem grosseiro essa é a idéia de “mais-valia”.  Hoje no Brasil e em boa parte do mundo temos certas leis que regulam um tanto quanto melhor a relação entre as empresas e seus trabalhadores. Tanto quanto hoje é, em geral, um pouco mais difícil se estabelecer a relação entre horas de trabalho e produtividade. O valor de um planejamento, do envio de um email, elaboração de um cronograma... são atividade...

Criatividade, processos e boas práticas!

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Com freqüência lemos em alguma revista especializada ou ouvimos dizer que as empresas valorizam profissionais criativos . Por outro lado percebe-se um grande empenho das organizações em mapear processos e listar e divulgar boas práticas . Nada contra qualquer uma dessas iniciativas, mas vale dizer que elas se auto-anulam.             Processos são, bem grosso modo, sequencias de procedimentos repetidas ao longo do tempo e que mostraram sua eficiência para chegar ao resultado esperado. Boas práticas são o modo como são executados esses procedimentos como correções, verificações, check-list’s, que, se bem repetidas, terão a capacidade de arredondar o processo tornando-o ótimo ou excelente. Contudo precisamos esclarecer que expectativas, processos e boas práticas são sempre modos de repetir no futuro algo que “deu certo” no passado. Tanto quanto dar certo é ter uma expectativa determinada e agir de modo a que se atenda exatame...

Talento e mercado de trabalho!

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Interessante ver como algumas práticas comuns em épocas antigas ainda resistem nos dias de hoje. Ainda verificamos passar de pai para filho ou de mãe para filha o “ofício” de rendeira, a manufatura de cestas de vime, o artesanato de carrancas; o fabrico de barcos artesanais, a própria atividade da pesca. Novas gerações continuando o ofício dos pais. Em tempos idos essa era uma prática tão comum que por vezes oferecia o sobrenome à família. Ainda hoje vemos gente famosa preservando o sobrenome de Sapateiro, Açougueiro, Alfaiate, entre outros tantos. Contudo, nas grandes metrópoles o que mais se verifica é a escolha da profissão balizada pelo mercado de trabalho . Certa sazonalidade pode fazer com que tenhamos em um período, menor número de engenheiros, em outra de médicos... Avanços tecnológicos podem fazer esse mercado padecer da falta de especialistas na dita tecnologia e, com isso, sobrevalorizar a atividade especializada, tanto quanto provocar uma corrida desenfreada para...

Segurança e equilíbrio!

Secretamente, lá no nosso íntimo ainda reside um anseio por segurança . Veladamente ele guia nossos passos e inibe ações mais destemidas. Assim vivendo, nos habituamos sempre a pisar somente em solo firme. A buscar por pontos de apoio ao alcance das mãos. Pode-se pensar a princípio que seja algum tipo de instinto ancestral de preservação e, portanto, que seja algo bastante natural .  Todavia prefiro crer que se trate mais de uma busca pelo conforto do conhecido . Um hábito cultural que tem seu lugar de nascimento num tempo determinado. Á medida em que a ciência, em seus primórdios em fins da idade média, permitiu ao homem desvencilhar-se de horrores como monstros marinhos ou quiçá nos libertar dos “humores” divinos que provocavam chuvas, tormentas ou secas desoladoras, pôde proporcionar certo grau de previsibilidade, e porque não dizer controle sobre os eventos da natureza. Esse grau de previsibilidade sobre eventos da natureza nos permite uma confiança crescente e chega a ser te...