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Liderança para um novo milênio!

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   Mesmo que timidamente, creio que a onda da reciclagem pegou. Enfrenta alguns problemas é claro. Material reciclado ainda é, em geral, mais caro do que o novo. Alguns produtos feitos com esse material não têm o mesmo acabamento. Alguns materiais são de difícil reciclagem como as embalagens metalizadas de salgadinhos e biscoitos, pois cerca de 30 % é refugo não aproveitável. Alguns materiais são quase que inviáveis economicamente como papeis de bala ou embalagens de bombom por exemplo. Vejo pessoas apanhando latinhas, PET quando o as recicladores conseguem pagar um preço razoável, mas os vidros são de mais difícil manuseio embora completamente recicláveis. Mas, mesmo diante de inúmeras dificuldades ainda penso que a reciclagem pegou.   Coisa um pouco mais difícil é a reutilização . Estamos assistindo uma tentativa de ressurreição das garrafas de vidro abandonadas recentemente em prol das latinhas e dos PET’s. As garrafas de vidro podem ser reutilizadas inúmeras vez...

Que droga!

Noite calma; pai e mãe já em casa prontos para os eventos imperdíveis:  jornal e novela ! Já temos enorme prática e não sentimos a menor dificuldade em encontrar a boca com o garfo, portanto o jantar não é problema e não requer atenção especial. Crianças ou adolescentes devem se contentar com atenção oferecida no período dos intervalos. A TV funciona como um anestésico. As aflições comuns, diárias parecem arrefecer ante esse milagroso placebo de projeções multicoloridas. As imagens agem em nossa mente como um ópio que amortece a pressão exercida pelas exigências diárias. Um relaxante mental e muscular ou senão uma droga lícita! Exigências de prazos, compromissos, muitos deles indesejados, cronogramas, tarefas que nos extenuam ao longo do dia a tal ponto que nossos próprios pensamentos são banidos para não onerarem o sistema. Esse é um cenário tão típico, compartilhado por milhares, senão milhões de pessoas que é fácil reputá-lo como  normal . Todavia essa normalidade pode ...

O fenômeno Microsoft

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Nos tantos ano vividos em ambiente corporativo, e muitos desses foram na área de tecnologia da informação (TI), tive oportunidade de ouvir algumas historinhas bastante interessantes. Não posso atestar a veracidade desse causo, mas acho que podemos tirar dele algumas boas conclusões dele. Os anos 80 marcam, por assim dizer, uma nova era no mundo de TI com a entrada em circulação dos PC’s ou os computadores pessoais. Para rechear essas maquinas maravilhosas várias empresas desenvolviam softwares e sistemas operacionais, aplicativos, bancos de dados e tudo o mais que pudesse trazer algum benefício para o usuário, tanto quanto lucro para seus desenvolvedores. À época eu atuava com computadores de grande porte, os chamados mainframes e não fiquei assim tão próximo de todas essas inovações num primeiro momento. Contudo me lembro de um amigo que desenvolvia soluções, mas não usava as facilidades da Microsoft, mas sim de uma de suas concorrentes a Borland. Ele me dizia que a Borland prete...

A sociedade em tempo de capitalismo insustentável.

O tema da sustentabilidade ainda que não tenha conseguido a proeza de compor como peça integrante o emaranhado teórico que faz emergir nossas mais cotidianas ações, amiúde visita alguns de nossos pensamentos. É possível vê-la presente em ações de menor impacto como o descarte adequado de algum resíduo da civilização do consumo . Uma latinha lá, uma caixa ali, uma embalagem acolá, mas e essa embalagem? Difícil definir se jogamos no plástico ou no metal. Bom, alguém deve saber separar adequadamente esse material, então escolhemos uma das duas e jogamos nossa embalagem da batatinha e desoneramos nossa consciência deixando-a tranqüila com mais uma boa ação. Tanto quanto muitos de nós, o mundo se questiona sobre o tema da sustentabilidade. Inúmeras conferências reunindo dignos representantes de grandes nações pensam em como viabilizar economicamente um mundo sustentável. Eco 92, Rio +20 entre outras tantas serviram para se discutir e avançar na temática sustentável, mas ainda vejo m...

Hábitos de consumo!

Por (Jadir Mauro Galvão) Geladeira, fogão, ferro elétrico, máquina de lavar roupa, celular...   Todas essas coisas são classificadas dentro da economia como “bens duráveis”. Contudo, ultimamente eles não andam durando muito! Por mais que estejamos satisfeitos com nosso moderno aparelho de celular, ao cabo de pouco mais de um ano, se tanto, ele dará seus evidentes sinais de esgotamento.  A bateria já não segura carga e o aparelho desliga no meio da ligação, ou então sua carenagem já apresenta riscos que o enfeiam, ou somente porque ele não está mais na moda. Claro, poderíamos adquirir outra bateria, trocar a carenagem, mas muitos sabem que para efetuar tais reparos ficaria “quase” o mesmo preço de um aparelho novo e mais moderno. Então trocamos.  O mesmo vem se dando com outros tantos bens duráveis. As peças do motor ou do mecanismo de funcionamento de geladeiras e máquinas de lavar roupa, após seu desgaste natural (ou proposital!), precisam de reposição. Em muitos casos...

Respeito!

Falei tempos atrás sobre algumas ilusões generalizadas que por serem compartilhadas por um grande numero de pessoas nos aparecem com ares de verdade. Entre essas ilusões esta nossa idéia de respeito . Tantas pessoas entendem respeito de um modo bastante peculiar. Acreditam que respeitar é aceitar o outro como ele é. Aceitar placidamente como o outro pensa acreditando que “ essa é sua opinião !”. Não, isso não é respeito, isso é não se envolver!  Quando estamos envolvidos nós nos incomodamos. O modo como se pensa interfere diretamente nas ações como também nas reações. Quando alguém que nos é caro faz algo que nos incomoda, não nos cabe simplesmente respeitar o modo de agir e de pensar do outro. Quando agimos temos como guia todo um conjunto de crenças, valores, que nos fazem ter um modo particular de ver o mundo, de agir nele e de esperar do mundo uma determinada resposta. Se a outra pessoa faz algo que colide com esse nosso modo de ver o mundo ela também de algum modo esta des...

Eu só queria te entender!

Essa é outra ilusão que por ser compartilhada por muitos acaba por ser considerada natural ou prática sem maiores comprometimentos. Vou fazer algumas afirmações um tanto quanto categóricas e sei que elas certamente irão confrontar com o que estamos habituados a pensar. - Todo ato de entendimento é necessariamente um ato de julgamento . - Todo ato de entendimento é também um ato de controle - Todo ato de entendimento é também uma ausência Quando tentamos entender alguém procuramos perceber suas práticas mais habituais e confrontamos com aquilo que historicamente em nossa vida já foi fruto de avaliação.  Claro, não temos como aquilatar aquilo que é novo, portanto recorremos ao nosso passado e, sobretudo, tomamos por base a similaridade que tais comportamentos têm com o comportamento de outras tantas pessoas. Acabamos, com isso, por comparar comportamentos e aquilatar condutas. Na maioria das vezes acabamos por desprezar o contexto de ambas e ficamos apenas com a parte ...