segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Trabalhar para quê?

Grande parte do mercado de trabalho hoje em dia, ou pelo menos os postos mais bem remunerados estão situados em atividades de cunho financeiro. Bancos, financeiras, cartões de crédito, seguros etc. E uma outra grande sorte de empresas de consultoria que giram ao redor deste mercado. Entretanto, precisamos ter claro que dinheiro é meio e não fim! Meio de se conseguir o que se quer. Sendo este “o que se quer”, algo de efetivo valor, onde o dinheiro cumpre função de meio para obtê-lo. Ocorre que em muitos casos transformamos a obtenção do dinheiro em um fim em sí. E buscamos de forma desmedida obtê-lo a qualquer custo. Somos, com isso absorvidos por um redemoinho que nos rouba a paz e agride nossos valores de maior importância em prol do dinheiro, pelo dinheiro, para o dinheiro sem que para tal, tenhamos algo em vista que, de fato, tenha real valor. É comum vermos minadas nossas energias quando, ao acordar de manhã nosso cérebro conspira para que voltemos ao aconchego de nossa cama pois ele não consegue ver o sentido e a verdadeira importância do que está por vir no transcorrer do dia. Respiramos fundo e com grande esforço sobrepujamos a letargia e de fato “enfrentamos mais um dia”.

Costumo dizer ha anos que devemos dar espaço para o nosso sonho, para nosso projeto pessoal aí nosso trabalho ganha em valor e importância, na medida em que se torna um bom meio para atingirmos esses projetos pessoais. Mas o que é de fato um projeto pessoal? Trocar de carro, adquirir ou trocar de casa ou de celular? Não! Quando nossos projetos pessoais giram em torno disso é quando estamos absorvidos no redemoinho do consumo desmedido e alienado. Um bom meio de descobrir um projeto pessoal é: Olhe ao seu redor. Veja o que te aborrece na vida, nas coisas ou nas pessoas, isto não aborrece a todos da mesma forma, mas especificamente a você, ou seja, “você” se aborrece com isso. Isto tem a capacidade de te incomodar, portanto mantém uma relação estreita com você, o problema se mostra diferente para você do que para outras pessoas. Pense, por outro lado, nas suas capacidades, sobretudo aquelas que são mais simples, coisas que faz sem o menor esforço onde não é necessário empenho ou dedicação. Falar, escrever, analisar, mostrar, ensinar, qualquer coisa que pessoalmente considere banal e que no entanto outras pessoas gostariam de fazer tão bem quanto você. Pense agora de que forma, com estas capacidades você poderia interferir neste meio que te aborrece e torná-lo melhor, resolver o problema ou no mínimo alertar a todos sobre o efetivo problema e torná-lo mais claro e evidente. Olhar a vida não no binômio Trabalho-Diversão, mas sim no sentido de Contribuir-Usufruir. Contribuir com suas capacidades para a melhoria de algum aspecto da vida. Quem sabe não temos ai o nascimento de um bom projeto pessoal que faça sentido e proporcione uma nobre resposta para a pergunta: Trabalhar para que?



Jadir Mauro Galvão 26/11/2009

Um comentário:

  1. Imagino que bom seria se todas as pessoas do mundo saissem de casa animadas, cheias de ânimo e vontade para realizar sua parte, e ainda assim, voltassem no fim do dia cheias de alegria para compartilhar com suas famílias.
    Seria como se vivêssemos a um passo do paraiso(não o metrô é claro), mas diminuiríamos muito o número de conflitos pessoais de todos os tipos, e também o número sem fim de muletas psicológicas que usamos para tentarmos balancear nossas vidas sem propósito(cigarro, bebidas,comidas, drogas e todos os outros tipos de excessos).

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