terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como voce lida com a competitividade?

 Competitividade é coisa séria! Nos esportes, tanto quanto no mundo corporativo esta é uma prática a que muitos recorrem. O cotidiano nos demonstra que determinadas posturas do esporte se replicam em outros vários ambientes. Vamos ao melhor estilo Lula fazer analogias com o futebol. Algumas pessoas usam do expediente de ficar agachado, reclamando daquela dor na perna fingindo contusão, escondidinhos no meio de campo, enquanto touceiras de grama estão saindo de sua defesa ante ao risco iminente de gol do adversário. Quando uma bola espirrada qualquer aparece no meio de campo, a dor na perna subitamente pára e num piquezinho aparece o gajo frente a frente com o goleiro adversário para marcar e se sentir o máximo. Quando isso ocorre contra um adversário é uma prática interessante. Mas no mundo corporativo a gente joga no mesmo time! Ao menos deveria ser assim! Enquanto o trabalho está comendo solto, tem gente se fingindo de morto, mas na hora de marcar o gol o camarada da um piquezinho e aparece na frente da área, que dizer do chefe, e mais rápido que o adversário, (ops!) quer dizer de seu companheiro de equipe e o põe a par de toda a situação, quer seja boa ou ruim, marca o gol e sai correndo ganhar os apupos da torcida.
           
Este tipo de procedimento é comum, tanto quanto os retranqueiros, os que fazem gols de mão, os que só dão de bico para fora, entre tantos outros estereótipos análogos e não queremos aqui apenas criticar estas posturas como sendo execráveis, embora o sejam. O problema é mais embaixo. Em verdade, ainda não sabemos lidar com a competitividade, melhor, não aprendemos a lidar com a derrota, com o erro, com o debate, com aquilo que não fazemos bem. Não temos maturidade emocional para lidar com certas situações, não temos confiança em nossa competência para dizer de modo claro: isso eu tenho competência para executar ou não, com a mesma tranqüilidade! A perspectiva de derrota nos amedronta. Estar errado tem sabor de três a zero para o adversário em plena final de campeonato. Esse tipo de sentimento na é privilégio de empregados subalternos. Pelo contrário! Conheci gerentes e até diretores de grandes empresas que eram sistematicamente assaltados por esse medo doentio de que algo não desse certo, como se estivesse em jogo a extinção da raça humana. Ou pior, o emprego dele! Não aprendemos a lidar com inseguranças, medos ou preocupações e colocamos em prática, atitudes que não gostaríamos que contassem aos nossos filhos, ou transformamos isso em algum tipo de esperteza que se torna ganho competitivo, justificando que qualquer um agiria assim como voce nas mesmas circunstâncias, sendo taxado de bobo aquele que assim não o fizer.
            Verdadeiro é que grande parte das vezes agimos mal apenas para consertar situações que poderiam perfeitamente ser evitadas se estivéssemos um pouco mais conscientes em nossa atividade diária e nos livrássemos de determinados monstros que nós mesmos criamos. A maior parte do tempo, corremos como se estivéssemos fugindo de nós mesmos, corremos, corremos e tudo se torna urgente sem o menor sentido para que o seja. Em outros momentos ficamos lerdos e desleixados de nós mesmos, sem dedicar o zelo que seria necessário.  O fato é que quase sempre o fazemos sem consciência, atendendo mais a demandas externas ditadas pelas circunstâncias e menos a nossa demanda interna de opção consciente e com um propósito específico traçado de modo autônomo. Vemos-nos correndo, como cachorro, atrás do próprio rabo, sem saber o que fazer e as demandas externas se sucedem sem sentido nem motivo, absorvendo nossas ações e drenando nossa paz. Devemos ter, de modo consciente, claramente do que somos capazes e sistematicamente agir no sentido de superar nossos limites, sobretudo aqueles que nos amedrontam, pois só assim poderemos crescer. De nada adianta ficar só na banheira aguardando a bola no pé.   Devemos nos apropriar de nosso progresso e não aguardar que alguém nos dê ordem para que tal aconteça. O medo, a raiva e a preocupação somente nos assaltam quando estamos fora do controle. Quando já deveríamos estar no comando e não estamos. No comando de nossas emoções. Tudo bem, voce ainda não sabe como fazer isso.  Ninguém nasceu sabendo, mas já é hora de aprender.

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