quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu tenho um sonho!

Martin Luter King deixou seu nome gravado na história quando diante de um público teve a coragem de dizer: “Eu tenho um sonho...”. Era o sonho de um líder visionário que queria transformar o mundo. Ele morreu... seu sonho não! Muitas vezes a burocracia nos assalta, nos reprime, tolhe a criatividade. Contudo precisamos enxergar que o que fazemos dentro de uma sala de aula repercute para além delas. Se nos sentimos vigiados, podemos com isso tolher nossas iniciativas ou escolher bravamente dizer o que temos dizer. Podemos fazer o que esperam de nós, ou escolher fazer o melhor independente do que, ou quem espera.
Muitos em sua juventude alimentaram o sonho de transformar o mundo. Alguns desses sonhos morreram, alguns desses jovens morreram, alguns envelheceram e com eles seus sonhos. Muitos acreditaram que eram pequenos ante o tamanho do mundo e se apequenaram. Eu acredito que precisamos nos engrandecer!
Somos lapidários! O lapidário não coloca o brilho nos diamantes apenas o faz aparecer. Não temos de “formar” alunos, posto que formar é dar forma ao que não tem ou dar outra forma ao que já tem. Uma forma que acreditamos ser adequada a um ou outro fim. Precisamos apenas revelar o brilho que já existe dentro de cada um.

Podemos nos sentir fiscalizados, ou podemos sentir que alguém cuida com o devido zêlo das pedras preciosas que tem em sua mão, confiando seu precioso legado a mãos hábeis!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O homem: quem é ele?


Ao pensarmos sobre o homem, quem é ele e o que o distingue de outros entes do mundo, nos vemos lançados a defini-lo por questões diversas. É preciso, porém, perceber que não estamos isentos de acrescentar em nossa definição uma boa quantidade de influências religiosas, culturais e de correntes filosóficas que nos influenciaram sem que tenhamos consciência disso. Grande ainda é o esforço de esboçar uma definição convincente, mais longe ainda estamos de uma que seja definitiva. Podemos, contudo, afirmar com mais confiança que alguns elementos dispõem de mais consenso. O fato de termos acesso a graus de pensamento abstrato é um deles e este nos remete naturalmente a uma linguagem simbólica. Todos os outros entes, de um modo ou de outro, se comunicam. Não apenas os animais entre os membros de sua própria espécie, mas até fora dela. Ou você acredita que uma gazela não reconhece, de pronto, a comunicação de uma leoa quando esta empreende o ataque eriçando seus pelos e arreganhando unhas e dentes? Seria admissível que esta gazela parasse por um momento para perguntar à leoa qual o significado destes sinais?!
Não é prerrogativa humana viver em sociedade, mas viver em sociedade complexa, onde exercemos papeis, temos status diversos, mobilidade social, educação, cultura, é ímpar e nada similar encontramos em qualquer outra espécie. É também comum vermos determinadas espécies de animas modificando seu ambiente, mas estas modificações ocorrem, ao que parece, de modo instintivo, ao passo que no homem estas modificações tem um propósito, uma finalidade deliberada e ainda mais por uma conduta livre, enquanto para os animais é uma atitude necessária à sua sobrevivência. Outro aspecto de bastante relevância é que, ao que parece, somente o homem é capaz de uma atitude estética perante a vida. O homem busca, quando liberado de suas necessidades mais imediatas, o deleite, a fruição a busca por algo que é belo, pelo belo em si, sem interesse posterior, sem se interessar por alguma utilidade outra que não ela mesma. Enfim, é justo posicionar o homem em lugar de destaque ante outros entes da natureza.
Contudo não é possível fazer vista grossa para o fato de que em algumas oportunidades ele demonstra certos vestígios de animalidade e em outras, coisa ainda pior, quando apenas por certo deleite se compraz em torturar e humilhar outros homens ou animais. Ou então algumas atitudes observadas nos pontos de ônibus nas estações de metrô ou de trem. Pessoas agindo como gado, num perfeito estouro de manada. Ou até uma ganância pela maior fatia do mercado que pode ser comparada a luta de animais carniceiros pelos restos de uma carcaça em decomposição. No trânsito uma competição desenfreada pelo território do outro, numa competitividade sem medida e sem sentido. Uma postura no ambiente de trabalho onde todo o tempo se defende numa espécie de luta pela sobrevivência.
Muitas dessas condutas podem emergir apenas por hábito, de modo irrefletido e visamos alertar que essa animalidade emerge em nossas ações de quando em vez, mas que demonstra alguns traços profundos do ser humano que merecem uma maior reflexão. Convidamos ao leitor buscar o real propósito desse tipo de ação  de modo a avaliar se ele ainda faz sentido. Não avaliar a ação do outro, mas checar em nossa própria conduta se não existem traços instintivos que necessitariam algum tipo de reposicionamento. Talvez o traço que nos torne mais humano seja a possibilidade de evoluir consciente e deliberadamente.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Oráculo: Mensagens recebidas em preces.

Os fortes e os fracos:
Domesticar animais ferozes é tarefa para os fortes. Os fracos se contentam em pastorear ovelhas. Vez por outra sacrificamos uma a um predador mais voraz, mas salvamos a maioria. Elas não dão trabalho! Salvamos a maioria sacrificamos outras, negligenciando o perigo. Vive o perigo o forte que coloca sua bravura à serviço. Triunfa ou é derrotado, mas nunca esmorece. Sabe que é preciso lutar contra os seus monstros pessoas. Cada um tem seus demônios e deve enfrentá-los em algum momento. Não é possível esconder-se de seus próprios demônios!

Os grandes e os pequenos:
O pequeno deve obedecer. O grande toma a iniciativa, o pequeno segue. O grande dá a ordem, o pequeno obedece. O grande cria a demanda, o pequeno atende. O grande cria o objetivo, o pequeno trabalha para alcançar. O grande toma conta do pequeno. Não permite que este se prejudique mais. O pequeno pede uma força! O grande nega. (Força para ir de encontro com a parede?). O pequeno pede disposição. O grande nega. (Disposição para se jogar de um precipício?).


A dúvida:
A dúvida é a certeza do fracasso.

A Humildade:
A força é a sua arma, a sabedoria é sua busca, o seu desafio é superar o insólito, é criar o bem do nada a força do vazio, a inteligência do vácuo e o amor de uma rocha. O humilde ergue sua cabeça sobre a vaidade e submete a arrogância. O brilhante mais puro nada vale, pois não brilha no escuro. É preciso cultivar a luz. A humildade é poderosa, a arrogância é frágil. A arrogância é cerebral a humildade é orgânica! A perseverança é característica do humilde. O trabalho não cansa o humilde. Mas ele não se cansa a toa. Não existe vitória ou derrota apenas satisfação com o resultado e os resultados são, apenas o fruto de sua dedicação.

A vitória:
A derrota é apenas um dos passos no caminho para a vitória.

A oração:
Vou à igreja e rezo pedindo força e sabedoria para acertar nas escolhas e me sinto órfão?
Força para bater de frente com uma parede? Coragem para pular em um precipício? Você daria? Poucos sabem o que é fé. Este é um estado muito mais espiritual do que corporal.

A fé:
A fé é o substrato do fato, do acontecimento. A dúvida é a certeza do fracasso. (Mateus 6:22- 34)

Como desenvolver a fé?
Não te amarra à corda dos medíocres, pois esta é curta e não conseguirás subir aos céus que são vosso repouso. Sê grandioso, pois possui tudo o que lhe é precioso, quer levar a terra em seu bolso? A vitória é viva dentro de ti como o trilho é para o trem. Constrói, pois o caminho da vitória e não esperes pelos trilhos. Sê senhor de tuas bênçãos e de teus prêmios. Ninguém de fora te premia senão vós mesmos. Não deves esperar por recompensas, crie a fartura em sua vida.

Como saber se tenho fé?
Ninguém pode dizer se você está apaixonado ou não, nem como ficar, só se sabe que esta, quando realmente esta. Quanto à fé o funcionamento é igual.

Os frutos:
O plantador não colhe o que planta. Senão a plantação é a realização de sua idéia e o plantio a sua recompensa o suor é sua benção e o arado a sua oração. O lavrador colhe seu sonho e agradece pelo seu trabalho que é sua boa recompensa, que o faz abençoando com cada gota de seu suor e seu sacrifício é sua melhor oração. A mágica é sua luz! A luz é sua mágica! Sede cristalino! Semeie a prosperidade e colha seu trabalho. Colha riquezas e abençoe-as com seu suor. O que queres ninguém pode lhe dar senão você mesmo. A mágica não esta no trabalho senão dentro de você. A palavra é tributo da idéia! A riqueza o tributo da fé!

O erro e a hesitação:
Se souberes para onde estás indo e isto tem uma grande importância, voce simplesmente vai! Mas quando o caminho é desconhecido e não se sabe que tipos de surpresas ele te reserva, é natural um pouco de hesitação, mas esta hesitação não pode se transformar em imobilismo. Aguce os sentidos, inspire-se, despertes os sentidos espirituais e deixe que o bom e o belo te conduzam às experiências. Acertar e errar faz parte do aprendizado.

A objetividade:
A inspiração, a calma, e a oração podem produzir milagres, mas sorrir é mágico, use e abuse do sorriso. Zele pela qualidade dos seus pensamentos, e perceba que pensamentos te jogam para trás, quais os que te deixa no mesmo lugar e quais os que te impulsionam.
O alvo dá a direção da seta. A nitidez do centro do alvo te permite a precisão. Para se ganhar é necessário acertar o maior número de setas no alvo. Algumas ficaram próximas e te ajudarão a calibrar o arco. Exercitar, exercitar e exercitar. Só assim a maestria será alcançada e voce será um grande arqueiro! Ficar esperando o melhor arco, o melhor alvo e que não haja vento torna-o limitado em sua precisão. Aprender a lidar com fatores que voce não pode controlar, te dará a flexibilidade necessária para atingir uma andorinha em pleno vôo.

Os Sentimentos:
Não reprima seus sentimentos, trate-os! Não abomine seus pensamentos, limpe-os! Não se deixe dominar pela letargia, levante-se e siga em frente. Mesmo que não tenha claro para onde está indo, vá. Mantenha sua atenção na luz e guie-se por ela. Aprenda a lidar com o medo e cultive a fé tenha confiança em si. Não é preciso saber quantos centímetros tem um passo para que este seja dado!

A vitória:
Antes de vencer voce precisa ser um vencedor!

Tua imagem:
Esforça-te para que teus gestos, tua presença e tua voz expressem tua luz em toda a sua magnitude. A tristeza esgota. A tensão retesa. A calma expande. A alegria aquece. A flor sábia resiste de forma graciosa às intempéries e ressurge colorida e graciosa embelezando a paisagem. O segredo é brilhar. Deixe-se brilhar. A dúvida apaga. O medo apaga. A tristeza apaga. Deixe-se brilhar! O sorriso brilha, o perdão brilha, a vontade brilha, a determinação brilha, a vontade de crescer brilha. Deixe-se brilhar!

A insegurança:
Humildade para vencer os medos e inseguranças inerentes à forma material, determinação e obstinação na busca pelo bom, pelo belo e pelo divino. O grande propósito é a missão divina. A forma material é a mais dura, mais lenta e mais inconsciente, mas é a melhor forma de se conquistar sabedoria e luz. A luz que transpassa o líquido se distorce e se fragmenta. A luz que transpassa o ar sofre influencia e é filtrada, mas a luz quanto transpassa o sólido demonstra e revela todo o seu esplendor!

O poder, a força, o amor e a sabedoria!
Sorria! Deixe o poder correr em suas veias! Você vai sentir-se poderoso a cada vez que renunciar ao poder, ao ego ao egoísmo. Você vai se sentir mais sábio cada vez que renunciar à sabedoria. Vai se sentir mais forte, cada vez que renunciar a força. Vai se sentir mais amoroso cada vez que renunciar o amor. Somente os sábios, sabem utilizar o seu poder com grande amor. Somente aquele que tem um grande amor, sabe utilizar sua sabedoria com grande poder. Somente os dotados de grande poder sabe como utilizar seu amor com sabedoria. O amor que perdoa e pede perdão. A inteligência que reconhece e perdoa a insipiência. O amor que perdoa e transcende o ódio. A sabedoria que supera e transmuta o rancor, o ódio e a mágoa.

Como renunciar ao poder?
Cada vez que se usa a força e o poder, mais estará forçado a utilizá-lo, mais estará preso a ele. Cada vez que se usa a benevolência e o amor, mais estará forçado a utilizá-la, mais estará preso a ela. Cada vez que se usa a inteligência e a sabedoria, mais estará forçado a utilizá-la, estará preso a ela, Portanto: Se você tiver que utilizar o poder, use o amor, se você tiver que utilizar o amor, use a sabedoria, se você tiver que usar a sabedoria, use o poder.
Se tiver que usar o poder, resigne-se e pense.
Se tiver que utilizar a inteligência (não pense), aja de forma destemida.
Se tiver de usar o amor, pense e reflita sobre sua utilidade.

Missão de todos:
1. Evoluir
2. Possibilitar a evolução
3. Deixar o mundo melhor e mais bonito do que encontrou
4. Provocar um sorriso quando não puder possibilitar evolução

A força ou a fraqueza são atributos do corpo e da alma. A determinação é atributo do espírito que caminha para a luz! Os resultados são evidências de que estamos no caminha correto. Os fracassos são dicas de que o caminho não é adequado ou de que “o outro” ainda não esta preparado para evoluir. Para cada alma que diz não existem outras dez prontas para o sim. Se você deixar suas forças irem embora estas dez ficaram órfãs.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Senso de competência

Acontece amiúde em nossas vidas de termos sob nossa responsabilidade uma quantidade de tarefas a serem cumpridas e acreditamos não sermos capazes de realizá-las ou pelo menos não no tempo que nos resta a cumpri-las. Ora. Neste caso a questão, passa a ser aritmética. Consideremos o seguinte problema: uma mulher leva em média 9 meses para ter um bebê. Se destacarmos para este serviço três mulheres, teremos logicamente o triplo de bebês no mesmo tempo, ou teremos 1 em um terço do tempo, ou seja, cada três meses, certo? Errado! A questão aqui não é aritmética, nem tampouco lógica. E nem sequer podemos considerar a competência de qualquer uma das mulheres que participara no processo. Podemos ter um processo seletivo bastante rigoroso e, contudo, o objetivo não será alcançado. O ponto aqui em questão reza que, algumas tarefas têm seu tempo de gestação, maturação e execução. E mesmo que o cronograma nos espezinhe diariamente, no final este será sobrepujado pela dura realidade. O que é mais real, o possível ou o impossível? Ok! Sabemos que poucos de nós conhecem, de fato, seus verdadeiros limites e é nossa tarefa, enquanto líderes, desafiar cotidianamente esses limites para que nossos liderados possam ultrapassar a barreira da superação e enxergar dentro de si algo que ainda não havia desabrochado, mas até ai, vez por outra, cometemos o grande pecado da insensatez e exigimos que três mulheres façam três filhos em três meses. Ora, isto é inexeqüível, convenhamos! Contudo, o líder não é isento de falhas (costuma-se dizer que herrar é umano (SIC)), então o importante é buscar que nossa equipe tenha, bem desenvolvido, um bom senso de competência. Ora, o que é isso? Não, não é a mesma coisa que competência, é senso de competência. Competência é quando nos sentimos aptos a executar determinada tarefa, por já estar devidamente preparado, quer seja por já tê-la executado anteriormente ou porque esta se apresenta sem dificuldades aparentes. Senso de competência é quando sabemos, temos uma boa noção sobre o que somos capazes de fazer e, sobretudo, do que “não” somos capazes de fazer e encaramos com total tranqüilidade ambos. Se nos é apresentado uma tarefa absolutamente inexeqüível, ou se é uma tarefa com a qual não temos lastro de experiência anterior no intuito de mensurar se é ou não factível sua execução no tempo previsto, podemos nos postar ante a ela com a tranqüilidade do senso de competência ou escolher uma atitude de total desespero dissimulado! Ter senso de competência é conseguir manter a mesma tranqüilidade da certeza (não é se manter ou recuperar o controle e sim não se permitir abalar) de nossa competência tanto quanto de nossa incompetência. Lembro-me de quanto eu sofria na escola, nas aulas de desenho, pois não conseguia executar os desenhos, fazendo algo que ficasse dentro de alguma coisa aceitável e quando comparado a outros trabalhos, de outras crianças o desespero era completo. Hoje, não! Anda continuo absolutamente incapaz de desenhar até o famoso “patinho com o dois” e, no entanto, isto não tem a capacidade de me abalar. Claro que temos de considerar que a experiência nos confere a tranqüilidade da maturidade, contudo, o senso de competência não advém da maturidade, senão de certa postura madura perante a vida e que pode nascer em qualquer idade e que não se aprende em nenhuma escola tradicional. A PNL nos traz este aprendizado, mas não é prerrogativa exclusiva dela. O famoso stress não é nada mais do que falta de senso de competência. Observe o stress a partir desta noção e veja: tudo o que nos gera stress é por não nos sentirmos capazes de executar algo, ou pelo menos não no tempo que nos resta! Agora vamos terminar deixando o leitor com a cabeça em uma pergunta que pode ser esclarecedora: você tem uma tarefa com lá seu grau de complexidade e/ou um tempo exíguo para cumpri-la. Será mais possível executá-la se mantivermos a tranqüilidade ou se nos deixarmos contaminar pelo desespero do stress?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Filosofia nas empresas: as doenças e suas curas.

Após algum tempo respirando o ar de uma grande empresa, não é preciso ser um grande expert para detectar alguns problemas recorrentes. Se você leitor trabalha em uma empresa, certamente vai identificar um ou mais dos problemas que vamos expor mais abaixo. O que muitos não sabem é que estes problemas não são privilégio desta ou daquela empresa, mas sim um sintoma crônico que afeta a grande maioria das empresas e somente alguém com grande lastro de experiência para detectar que se trata de algum tipo de doença. Doenças que podem, quando tratada com desmazelo, levar a empresa a um estado terminal. Outra coisa que a maioria ainda não sabe, é que estas doenças têm cura. Aliás, este é o objetivo fundamental deste espaço e, sobretudo o motor que nos leva a estudar e escrever e pesquisar tanto na área de programação neurolinguistica quando em filosofia, antropologia, sociologia e ética.

Os problemas e suas curas:

a) Falta de empenho: Muitas vezes encontramos em nossa equipe pessoas que trabalham somente o suficiente para não serem mandados embora, demonstrando pouco ou nenhum interesse num objetivo maior. Isto se deve a um ou mais desses fatores: caso os objetivos não estejam bem definidos ou não estejam muito claros, o colaborador fica perdido, sem sabem para onde ir e, portanto fica perdido, sem saber o que fazer. Caso o objetivo seja claro, o colaborador pode não se sentir “fazendo parte” do processo então para quê remar na mesma direção: - “não vou ganhar nada com isso!”. Nestes casos pode acontecer também que o colaborador não enxergue no objetivo algum valor que ofereça uma real importância e, portanto nada que justifique seu empenho, a não ser o medo de uma demissão, para atingir o determinado objetivo. Ai existe claramente um problema não do colaborador, mas sim de liderança, que pode ser facilmente solucionado com algum trabalho. Se seu colaborador não for instigado a progredir, não for desafiado a superar seus limites, não for orientado a ter objetivos próprios, vai perder a mobilidade e ficar estagnado dentro de suas próprias paredes aumentam a distância do crescimento e ficando com a propensão para apodrecer.
b) Conflitos: Problema por demais corriqueiro são os conflitos. Em geral ocorrem quanto algum problema foi detectado e virá à tona muito em breve. É preciso que o colaborador “defenda-se” para que não seja a sua cabeça a ir para a degola. Ora, situações críticas existem dentro de empresas e seus responsáveis nem sempre são “culpados” dignos de execução sumária, mas este expediente é, por demais corriqueiro e gera certo ar de terrorismo entre colaboradores, caso este não tenha verdadeiro senso de competência. Saber que errar é humano e que poucos erros, de fato, não podem ser solucionados. O mais comum é que se eleja o que chamamos de “boi de piranha”. Outro problema de conflitos ocorre quando se incentiva a competitividade entre colaboradores. Aquele com uma baixa auto-estima é capaz de “sabotar” os outros, na medida em que se vê em desvantagem na competição, quer seja por produtividade ou outra coisa que o valha. Em suma, quando o seu colaborador não se sente intimamente capaz vencer um determinado desafio, vai fazer com que ninguém consiga, sabotando sistematicamente o processo. Sem contar os não raros casos de ciúmes, vaidade orgulho e insegurança, Sentimentos comuns a nós seres humanos quando ainda não conseguimos supera-los.
c) Liderança: Uma liderança deve naturalmente exercer certa influência sobre seus liderados e o reflexo desta influência é quase sempre nítida. Se sua equipe esta como você não gostaria que estivesse não se trata de trocar toda “sua equipe de incompetentes”, mas adequar esta liderança Mesmo que tenhamos uma capacidade natural de liderança, esta pode ser aperfeiçoada tornando a tarefa menos autocrática e mais suave, tornando o que antes poderia ser uma obediência servil motivada por medo, em uma mútua cooperação focada em objetivos. Utilizar os mais diversos estilos de liderança, de forma dinâmica adequando-as a cada circunstância.
d) Delegar: Muitas vezes acreditamos que delegar é mandar outras pessoas, quaisquer que sejam, efetuar uma atividade chata da qual somos obrigados a fazer e com isso nos “livramos” dela. Contudo devemos ter parâmetros para a escolha de, para quem delegar. Delegar o que se quer e não como fazer, reconhecer talentos, desafiar limites, conduzir o processo de forma responsável até que todos se sintam confortáveis.
e) Comunicação: Quase sempre que temos de preencher formulários de feedback sentimos a frieza da lâmina afiada tocar nosso pescoço. Tornar o feedback uma ferramenta motivadora e não uma ferramenta de cobrança. Tornar o ato de dar e receber informações algo prazeroso. Instigar a comunicação até como exercício, com o objetivo de afinar a sintonia dos interlocutores nas mais diversas camadas de poder dentro da empresa.
f) Decisões: Decididamente uma decisão mal tomada pode incorrer em prejuízos tanto matérias quanto baixas significativas em nosso corpo de colaboradores, portanto é importante que as decisões não sejam precipitadas, sem informações suficientes, sem estratégias de contingência, sem rotas alternativas. Adquirir maestria em tomar decisões e algo mais do que premente.
g) Objetividade e eficácia: A concorrência sempre é feroz e precisamos buscar sempre a excelência. Quando todos sabem onde estão, para onde estão indo, o que devem fazer, qual o resultado devem obter qual a importância do resultado e sabem que tem competência para fazer, o vento sopra sempre a favor. Caso contrário...

O importante agora é ressaltar que para todo mal há uma cura. Se você acredita ser um bom médico, ótimo, caso contrário um bom consultor pode ajudá-lo a superar estas verdadeiras epidemias corporativas. De nossa parte buscamos sempre nos aprimorar e ter em mãos as mais modernas ferramentas capazes de aprimorar e tornar mais salubre a vida do mundo corporativo.
Precisando entre em contato.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Panorama da crise I

Panorama da crise I.

O momento é de reflexão! Ora estamos mergulhados em uma crise internacional. É possível que você ainda não tenha sentido na pele os efeitos desta crise, mas qualquer que seja o caso, não podemos fazer vista grossa para este fato. Certo que o governo brasileiro tem tentado esforços no intuito de minimizar seus efeitos ou de maquiá-los. Contudo estamos em época de globalização, o que significa dizer que nosso mercado de trabalho esta entremeado de empresas multinacionais com sede em outros países onde a crise é ainda mais séria e neste contexto o efeito cascata é inevitável. Traçando uma pequena história dos últimos anos, a oferta de crédito em nosso país foi bastante expressiva, para compra de bens de consumo, bens móveis e imóveis. Podemos até postergar o pagamento da passagem do ônibus que você vai tomar agora para daqui a quarenta dias! O que estou dizendo é que, somente alguns poucos privilegiados não têm comprometidos várias de suas horas de trabalho dos próximos meses, ou anos, para pagar um tipo qualquer de financiamento. Isto não seria problema se nós estivéssemos com uma farta oferta de trabalho, contudo isto não é assim totalmente verdadeiro. Salvo alguns outros privilegiados que dispõe de um amplo mercado de trabalho o risco de cessar nossa entrada mensal é bastante grande e aí começa o drama psicológico. Nossa roda continua girando. A despeito de não ter aonde ir na próxima segunda feira suas contas de consumo e seus boletos dos mais variados credores sabem direitinho o caminho de sua caixa de correio ou quiçá seu endereço de e-mail. Sabemos o quanto é aterrorizante para muitos receber ligações de cobrança em seu aparelho celular e não ter como efetuar ligações com o mesmo, pois o serviço foi cortado. Aliás, é curioso notar como as mensagens gravadas que nos oferecem novos serviços tem voz suave e agradável. O mesmo não se pode dizer quanto àquela voz terrificante que nos diz que nossa conta está sem pagamento. Nossos credores querem a todo custo que saldemos nossos débitos e usam de todos os tipos de meios para atingir seu objetivo, mesmo que para isso tenham de submeter seu devedor a toda sorte de açoites psicológicos. Não é de longe algum tipo de apologia à insubordinação, desobediência civil nem tão pouco uma defesa do calote. Mas essas relações estão trocando os pés pelas mãos e esta nem parece uma frase metafórica, na medida em que nos obrigam a trocar as mãos que trabalham pelos pés que correm para fugir dos credores. Ora, falando sinceramente: sabemos o quanto se sente indigno aquele que fica alijado de conseguir seu pão pelo seu próprio esforço pessoal, mas de onde vem que minha dignidade está depositada em um saldo credor? Que me recorde somente foram feitos depósitos de dinheiro ou cheques em nossa conta corrente. Nunca depositei ou vi alguém depositar sua dignidade na boca do caixa ou em algum caixa eletrônico, muito menos pela internet. É preciso que seja dito que a dignidade humana não vem, em absoluto de suas posses, mas tão somente pela sua condição de ser humano. É certo que muitas vezes somos assaltados por comportamentos regados com alguns vestígios de animalidade no trânsito, nos trens do metrô em hora de pico. Acabamos em alguns momentos ao sair de casa pegando a carteira, a chave, o celular e esquecendo nossa dignidade humana na gaveta! Mas isso não é justificativa para sermos tratados como uma manada! Ficar à mercê do chicote do capataz para entrar pela estreita porta curral dos que tem seu saldo pintado de azul e “nome limpo”. Ora o meu nome é limpo independente de qualquer outra coisa. O ponto de alerta é: Estamos trocando nossa dignidade humana por uns poucos trocados. Deixamos nos escravizar pelas nossas dívidas. Somos escravos do dinheiro. Nós trabalhamos para ele. Trabalhamos de forma alienada apenas para pagar por coisas que ficaríamos perfeitamente bem sem. Tanto credores quanto devedores. E o dinheiro é que deveria trabalhar para nós. Possibilitando o acesso a facilidades e comodidades. No entanto nos submetemos a tantas severidades apenas para satisfazer um gigante voraz.
Triste criador dominado pela sua criatura!


CONTINUA...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os Efeitos da Monetarização.

Eram-se os tempos em que a economia girava em torno do produtivo!
Nos anos de JK, o boom da indústria produziu além de produtos industrializados nacionais, também “novos ricos” nacionais. A economia produziu frutos e estes frutos produziram bens, materiais, econômicos e sociais, embora se estivesse como ainda hoje se está longe de se solucionar os problemas das discrepâncias econômico-sociais. Mais para frente ganhou força o comercio. A indústria produzia e o comercio incumbia-se de escoar a produção até o seu consumidor final. A zona franca de Manaus fincou a bandeira nacional onde era terra de ninguém e atraiu como ainda hoje atrai, por conta dos atrativos fiscais, inúmeras indústrias brasileiras e multinacionais. Nos idos de 1970, aparecem os primeiros Shoppings Centers, deslocando o comercio para outros pontos além dos centros, embora as grandes lojas de departamentos como Mappin, Sears, e Mesbla ainda atraíssem, sobretudo em datas comemorativas, um grande público que entrava de mãos abanando e saia com produtos e os famosos ‘carnês’. A economia seguia o seu ritmo, mesmo apertada pela morsa da inflação.
Nos anos 80, com a derrocada do regime militar e a democratização, unidas a patacoadas econômicas de vários tipos a inflação galopa feito um corcel puro sangue, à frente de todos e a ECONOMIA ganha status privilegiado. Aplicações financeiras eram quase que obrigatórias para não permitir que a inflação corroesse a lucratividade. Os estoques minguaram, pois mercadoria na prateleira não rendia juros, nem dividendos, nem correção monetária. Os bancos, oportunamente lançavam produtos que ‘protegiam’ os industriais e comerciantes, contra a corrosão monetária. Over-Nigth, Open-Market, letras de câmbio, os mais diversos subterfúgios para não correr o risco de colocar uma cédula no bolso e vela diminuída ao retirá-la do mesmo. Mesmo os profissionais e as profissões deslocaram seu norte. Os melhores empregos que antes moravam nas indústrias multinacionais, agora, sem caminhão nem nada, passaram a morar nos bancos e quem não experimentou esta mudança pode ter experimentado morar no banco ‘da praça’. As empresas do setor financeiro absorviam mão de obra e serviços aos borbotões, os melhores computadores, as melhores tecnologias deslocavam-se para este setor. A competitividade no setor bancário fazia o homem escravo dos próprios prazos para o lançamento de algum produto ou propaganda. O mercado descobriu a bolsa de valores, o Dólar e a criatividade especulativa foi muito bem remunerados. O empresário, ou administrador que sabia jogar com o mercado financeiro fazia a empresa prosperar, independente de que produto ela produzisse ou comercializasse.

Com o fim da inflação algumas empresas tiveram de encarar uma condição mais Real. Muitas fecharam, outras modificaram sua forma de agir, sobretudo após o ‘Código de Defesa do Consumidor’. A maquininha de remarcação de preços caiu em desuso e quase foi extinta sem que os ambientalistas fizessem campanha qualquer.

A globalização e as mega-fusões vieram bagunçar mais o nosso sofrido mercado. Profissionais com anos de empresa, com um nome a zelar foram, num passe de mágica, transformados em um número a mais após uma ou outra grande fusão. Conglomerados financeiros prosperaram e hoje absorvem um grande percentual do mercado de trabalho.
Bancos, cartões de crédito, seguros, financeiras emprestando dinheiro a qualquer um que possa ser seduzido a um empréstimo, seguradoras, consórcios, previdência privada, ufa!

O mercado gira entorno do dinheiro, pelo dinheiro, para o dinheiro e por mais dinheiro.

Até o próprio setor produtivo se rendeu ao dinheiro! Suprido o mercado ele inventa uma nova demanda, uma nova moda para que o consumo possa gerar mais e mais dinheiro. Quando o consumidor não precisa comprar mais nada, nós fazemos ele precisar de alguma coisa. A propaganda é fera nisso! Costumo dizer que muito melhor do que um psicólogo, um profissional de propaganda conhece a subjetividade do ser humano e sabe jogar com ela para lá e para cá.

O problema é que estes fenômenos acabaram por colocar a carroça na frente dos burros!
O dinheiro que originalmente era um ‘meio’ para se conseguir ‘algo’, tornou-se ‘fim’, em-sí. Perdemos a noção do ‘algo’ diferente do próprio dinheiro. Compramos sem a menor necessidade.

Quando era criança eu ia para o fundo do quintal de casa, colocava uma bacia destas de roupa virada com a boca para baixo, deixava uma abertura com um gravetinho qualquer e nele amarrava um barbante e me escondia, colocava grãos de milho embaixo do que chamávamos de ‘arapuca’ e quando as pombinhas seduzidas pela boca livre, apos a passagem do período de espanto entravam embaixo da arapuca então! Bingo! Eram capturadas. Depois eu as soltava. Hoje em dia as lojas de shopping nos fazem a mesma coisa. Armam arapucas que o consumidor rodeia, rodeia, mas acaba caindo e com a maior facilidade a financeira, que já está no lugar oportuno, puxa o barbante.

O mundo das grandes corporações também é afetado por inúmeros efeitos colaterais destes fenômenos. Os profissionais trabalham sem a devida motivação, pois não vêem nada de nobre no que fazem. A finalidade do seu esforço volta-se tão somente para o dinheiro e pelo dinheiro que nem é para eles. Falta um propósito, um sentido de direção e de fim que realmente valha a pena. Ele é incentivado a desempenhar mais e mais e sua recompensa também é o dinheiro, mesmo que este seja bem menos. Então ele busca um sentido para ele mesmo. O consumo! Que retro-alimenta o sistema de forma alienante.

A proposta não é dar um ou mais passos para trás, mas questionar o sentido de tudo isso. É deliberadamente reorganizar nossa cadeia de valores de modo a que nossos objetivos, pelo menos pessoais, ganhem um quê a mais de reputação. Que nós tenhamos uma resposta convincente para a pergunta: Para que eu acordei esta manhã?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dever Cumprido!

Cada curso que ministro tem o poder de revelar certa magia. Hoje, após o curso “Programação Neurolinguistica”, ministrado na Universidade São Judas fico com a sensação de dever cumprido. Observar a transmutação ocorrida no semblante de cada participante e não apenas esta, mas a mudança na postura e na atitude de cada um, revela que cada minuto de dedicação é recompensador. Contudo, há muito ainda para ser feito. Preservo ainda hoje aquele desejo juvenil de mudar o mundo, mas a vantagem é que hoje dispomos de meios! Técnicas, estratégias, planejamento, mas tudo isso de nada valerá se não formarmos uma teia de relacionamentos e de ações que faça este sonho se propagar para todas as direções. Cada qual daqueles que já experimentou sequer “um” destes momentos de transformação, que já deu pelo menos um passo na busca de sua transformação pessoal, sabe do que estou falando, mas cabe ainda ressaltar: um passo não nos leva muito mais longe de onde estávamos. Muda nossos horizontes, amplia nossas possibilidades isto é fato, mas é preciso ultrapassar a relutância e perseverar no caminho. A inscrição no portal de Delphos dizia: “Conhece-te a ti mesmo”, hoje vemos o homem dar passos largos em todos os campos da ciência, mas esses passos ainda são tímidos quando o percurso é o conhecimento de si mesmo. Este universo de si mesmo ainda é dotado de mistério, por mais incrível e paradoxal que pareça. Tão próximo e tão distante. Tão próximo do pensamento, mas ainda tão distante do conhecimento. Entretanto, nem tudo são pedras. Temos aliados: a profundidade da filosofia e a poderosa ferramenta da PNL, que nos abençoou com suas técnicas transformadoras extremamente poderosas.

"Tenha dentro de sua empresa não apenas colaboradores, mas co-responsáveis, não apenas funcionários, mas líderes com capacidade de decisão, não apenas tarefas, mas objetivos bem determinados, não apenas metas, mas sonhos a serem realizados.".