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Criatividade, processos e boas práticas!

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Com freqüência lemos em alguma revista especializada ou ouvimos dizer que as empresas valorizam profissionais criativos . Por outro lado percebe-se um grande empenho das organizações em mapear processos e listar e divulgar boas práticas . Nada contra qualquer uma dessas iniciativas, mas vale dizer que elas se auto-anulam.             Processos são, bem grosso modo, sequencias de procedimentos repetidas ao longo do tempo e que mostraram sua eficiência para chegar ao resultado esperado. Boas práticas são o modo como são executados esses procedimentos como correções, verificações, check-list’s, que, se bem repetidas, terão a capacidade de arredondar o processo tornando-o ótimo ou excelente. Contudo precisamos esclarecer que expectativas, processos e boas práticas são sempre modos de repetir no futuro algo que “deu certo” no passado. Tanto quanto dar certo é ter uma expectativa determinada e agir de modo a que se atenda exatame...

Talento e mercado de trabalho!

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Interessante ver como algumas práticas comuns em épocas antigas ainda resistem nos dias de hoje. Ainda verificamos passar de pai para filho ou de mãe para filha o “ofício” de rendeira, a manufatura de cestas de vime, o artesanato de carrancas; o fabrico de barcos artesanais, a própria atividade da pesca. Novas gerações continuando o ofício dos pais. Em tempos idos essa era uma prática tão comum que por vezes oferecia o sobrenome à família. Ainda hoje vemos gente famosa preservando o sobrenome de Sapateiro, Açougueiro, Alfaiate, entre outros tantos. Contudo, nas grandes metrópoles o que mais se verifica é a escolha da profissão balizada pelo mercado de trabalho . Certa sazonalidade pode fazer com que tenhamos em um período, menor número de engenheiros, em outra de médicos... Avanços tecnológicos podem fazer esse mercado padecer da falta de especialistas na dita tecnologia e, com isso, sobrevalorizar a atividade especializada, tanto quanto provocar uma corrida desenfreada para...

Segurança e equilíbrio!

Secretamente, lá no nosso íntimo ainda reside um anseio por segurança . Veladamente ele guia nossos passos e inibe ações mais destemidas. Assim vivendo, nos habituamos sempre a pisar somente em solo firme. A buscar por pontos de apoio ao alcance das mãos. Pode-se pensar a princípio que seja algum tipo de instinto ancestral de preservação e, portanto, que seja algo bastante natural .  Todavia prefiro crer que se trate mais de uma busca pelo conforto do conhecido . Um hábito cultural que tem seu lugar de nascimento num tempo determinado. Á medida em que a ciência, em seus primórdios em fins da idade média, permitiu ao homem desvencilhar-se de horrores como monstros marinhos ou quiçá nos libertar dos “humores” divinos que provocavam chuvas, tormentas ou secas desoladoras, pôde proporcionar certo grau de previsibilidade, e porque não dizer controle sobre os eventos da natureza. Esse grau de previsibilidade sobre eventos da natureza nos permite uma confiança crescente e chega a ser te...

Quem é voce?

Tenho percebido um acentuado aumento de visitas no blog e gostaria tando de estreitar o relacionamento com meus leitores, tanto quanto poder discutir os temas das postagens. Para tanto peço que postem comentários ou me enviem um email. jadirmg@yahoo.com.br. Terei o maior prazer em conhecê-los. Abraços Jadir Mauro Galvão

Planejamento!

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Certa feita estava ministrando um curso de liderança e abordando a importância do planejamento, quando um dos participantes me interpelou com a pergunta: por que os planejamentos falham? Parecia ser uma daquelas perguntas típicas para derrubar o palestrante. Uma pergunta no intuito de suscitar polêmicas e controvérsias apenas para checar o peso do alforje do instrutor. Claro que o participante em questão já tinha em seu arsenal umas três ou quatro respostas consideradas por ele justas e para outras tantas refutações implacáveis, mas creio que ele não esperava por uma resposta tão avessa. Na época meu projeto de mestrado ainda estava em patamar embrionário, mas já tinha algumas convicções a respeito do previsível e do previsível. Vale destacar que vivi cerca de 30 anos de minha vida em ambiente empresarial e em funções de planejamento. Fora o que seja talvez uma competência nata também tive a oportunidade de acertar e errar em inúmeras oportunidades de planejamento o que também me con...

Transformações

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Costuma-se dizer com certa freqüência de que não se deve esperar mudança nos resultados se continuamos a fazer as mesmas coisas . Insensato seria lançar qualquer tipo de objeção sobre essa máxima. Contudo muitos ainda que mudem suas ações continuam a obter os mesmos resultados, ou resultados diferentes, mas de mesma qualidade. Diante disso, é preciso esclarecer que mudança de ação é muito diferente de transformação . A ação, em que pese sua grande importância de ordem prática não é mais do que uma fina camada exterior de um gigantesco “iceberg” interior. Interior esse ainda pouco explorado! São valores, crenças, capacidades ainda inexploradas ou até desconhecidas, opiniões sobre os valores dos outros, sobre as crenças dos outros, sobre a capacidade dos outros. Nossa visão peculiar do mundo. Um mundo particular composto por imagens, sons e sensações, muito mais frutos de um olhar maculado pelo medo. Passando nossa consciência em exame, percebemos que ainda que busquemos realizar tudo aq...

Organograma!

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Herança de uma época disciplinadora, o organograma parece ainda ter seu status e não somente entre os que figuram no topo da pirâmide. Mesmo entre os que compõem as demais camadas inferiores o anseio de galgar andares mais elevados é sonho de consumo. Ter um organograma não apenas com papeis definidos, mas também com nomes, denota certo ar de organização, hierarquia, baixo turn-over , solidez administrativa... Se nem todos têm acesso a fitar os organogramas, é uma tarefa de quebra-cabeça prestar a devida atenção ao seu modelo mais aparente: os crachás! É comum em algumas empresas adotar colorações diferentes para diferentes níveis na escala hierárquica. O supra-sumo ocorre para os que trafegam pelos corredores ou entram no meio de uma importante reunião tendo a prerrogativa de fazê-lo sem ostentar qualquer identificação. Oh, quem será esse que pode dar-se a esse luxo? Eu deveria saber seu nome! Deveria saber que é um figurão! Deve ser alguém importante! Fato é que a ideia de organo...